sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tecnobiologia

Enquanto termino e finalizo o 2008, tecnobruxa me invade aos poucos, como uma neblina talvez, insentida, sem muita temperatura, que sai por vezes por debaixo de mim: é de mim que ela vem e comigo ela vai, por onde corro até a casa. Espera que eu conclua o meu tempo anterior e arrasta as referências essenciais do que será.

Está porvir: esta é a mágica não-aleatória das idéias que se construirão em um texto narrativo. Ou semi-narrativo, já que a pretensão é o diálogo intenso entre prosa, poesia e discurso atemporal.

O nível que se espera de uma obra assim: talvez seja o nível dessa névoa. Circunstante, com certa opacidade, embaçando olhos ou retirando restículos dos ciscos que ainda fixam na memória.

Escrever como arte não terapêutica ainda assim é algo pesado sobre a carcaça de ossos. É uma prática muitas vezes incoerente com a realidade circundante de um corpo que, a priori, deveria ser apenas biológico.

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