segunda-feira, 8 de junho de 2009

Processo criativo III

Dentro de um processo criativo instigante, o autor não só lamenta, mas receia se deixar levar ao conteúdo todo armazenado em sua mente.
Nada é tão claro: a não ser quando o trabalho começa a se realizar de fato, ou seja, quando a obra passa a aparecer diante dos olhos (ou ouvido, se música é).
Mas o importante é tentar discernir, no jogo de situações que coincidem com a "obra" aquilo que realmente é pertinente: através de testes e escolhas (feitas muitas vezes no momento da feitura) ou dando maior tempo de saborear "as idéias ad-vindas" (vem com).
Neste momento em si, de diário, uma semana se passa remoendo detalhes da narrativa ainda não construída e esperando oportunidade não criativa, mas subjetiva de iniciar o trabalho.
Enquanto isso outras obras são continuadas e finalizadas.
O certo é que nenhuma idéia vem a mim inteira, e no fragmento, talvez por conta desta nossa atualidade acabe por tornar o autor mais ansioso e menos prevenido.
Não escreve retalhos em folha de madeira, nem em pedaços de papel nem aqui: escrevo em um lugar visível constantemente, apenas TecnoBruxa, e daí já sei, que o "cálculo" está complementado com o conjunto de idéias que se assomaram ao antigo escrito (mesma palavra: tecnobruxa, por exemplo, ou, hiena).
Reuno pedaços de idéias e forço que se memorizem: tanto melhor assim.