sexta-feira, 13 de novembro de 2009

tecno02

bem-vinda à legião, diziam, ele venceu o inverno, diziam (tecnobruxa)
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- quando ela. der as. ordens. pelo espírito. parte. (tecnobruxa).

Alguns pedaços de TecnoBruxa

- ... ela cuspiu na cruz... de verdade...

- e depois?

- tirou os olhos do homem.

- e comigo?

- talvez nos salvasse (tecnobruxa)
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- eu sei como eles são. (e ela?) - ela os matou. (tecnobruxa)

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- eu sei como eles são. (e ela?) - ela os matou. (tecnobruxa)

sábado, 8 de agosto de 2009

tecn01

- antes que os novos me tomassem, ele ainda teria tempo? (tecnobruxa)

sábado, 4 de julho de 2009

olhos de bruxa

se quer ver o que vejo, tem que ter mais que bravura: porque eu, meu amigo, vi os olhos do demônio e os ceguei. (assim falou tecnobruxa)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tecnobiologia

Enquanto termino e finalizo o 2008, tecnobruxa me invade aos poucos, como uma neblina talvez, insentida, sem muita temperatura, que sai por vezes por debaixo de mim: é de mim que ela vem e comigo ela vai, por onde corro até a casa. Espera que eu conclua o meu tempo anterior e arrasta as referências essenciais do que será.

Está porvir: esta é a mágica não-aleatória das idéias que se construirão em um texto narrativo. Ou semi-narrativo, já que a pretensão é o diálogo intenso entre prosa, poesia e discurso atemporal.

O nível que se espera de uma obra assim: talvez seja o nível dessa névoa. Circunstante, com certa opacidade, embaçando olhos ou retirando restículos dos ciscos que ainda fixam na memória.

Escrever como arte não terapêutica ainda assim é algo pesado sobre a carcaça de ossos. É uma prática muitas vezes incoerente com a realidade circundante de um corpo que, a priori, deveria ser apenas biológico.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Criação da narrativa

se quer ver o que vejo, tem que
ter mais que bravura: porque eu, meu amigo, vi os olhos do demônio e os ceguei. (assim falou tecnobruxa)

O tecnoBruxa encendeia a cadeia de horrores virtuais em que me perco: por um pouco.
Aos poucos vou desenhando esse universo de referencias e a construção da narrativa vai-se tornando clara.
A história se passa na Ilha ao Lado. E na Ilha ao Lado estão as "vagas" em que se insere o vento e o desperdício (ou acúmulo): neste lugar sólido de caminhos incertos está a personagem levantada. É a sua iniciação.
A princípio não teme nada até que sua trajetória se revela como caça aos documentos e invasão: ela invade os ritos e as mitologias, torna-se iconoclasta e tem três missões: gerar, aniquilar e defender.
Desta vez a Ilha ao Lado durará para sempre, porque encontrou a estrada atingida da humanidade de um século vinte um em que: transhistórica também se lança ao mar das infinitas possibilidades que fincarão o futuro de uma cultura, esta sim, insólita.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Processo criativo III

Dentro de um processo criativo instigante, o autor não só lamenta, mas receia se deixar levar ao conteúdo todo armazenado em sua mente.
Nada é tão claro: a não ser quando o trabalho começa a se realizar de fato, ou seja, quando a obra passa a aparecer diante dos olhos (ou ouvido, se música é).
Mas o importante é tentar discernir, no jogo de situações que coincidem com a "obra" aquilo que realmente é pertinente: através de testes e escolhas (feitas muitas vezes no momento da feitura) ou dando maior tempo de saborear "as idéias ad-vindas" (vem com).
Neste momento em si, de diário, uma semana se passa remoendo detalhes da narrativa ainda não construída e esperando oportunidade não criativa, mas subjetiva de iniciar o trabalho.
Enquanto isso outras obras são continuadas e finalizadas.
O certo é que nenhuma idéia vem a mim inteira, e no fragmento, talvez por conta desta nossa atualidade acabe por tornar o autor mais ansioso e menos prevenido.
Não escreve retalhos em folha de madeira, nem em pedaços de papel nem aqui: escrevo em um lugar visível constantemente, apenas TecnoBruxa, e daí já sei, que o "cálculo" está complementado com o conjunto de idéias que se assomaram ao antigo escrito (mesma palavra: tecnobruxa, por exemplo, ou, hiena).
Reuno pedaços de idéias e forço que se memorizem: tanto melhor assim.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

captação










quando o mundo converge, então é o móvel que puxa até ti a informação contingente. imagens, eventos, pessoas começam a fazer parte do novo processo, de repente: estão ali, aquilo foi programado para outra coisa, servindo ao autor, servindo ainda ao autor. destino de obra em processo.





requer, quando da súbita consciência: estou aqui. A captação. A retensão o cuidado em observar ainda mais, instigar talvez, olhar desvio. foco de míope, talvez. tirar fotos. primeira vez que faço. contigente é o lugar onde estou: tecnobruxa, começa a existir. seu contexto inteiro a partir de telas virtuais, mais ainda, plásticas... feitas referencialmente de artistas contemporâneos a mim. é para onde a idéia se desloca o espaço universal de tecno bruxa, como a Praia de Edmilson Vasconcelos situado na Ilha ao Lado, nomes dados, surgidos e vividos. referenciais. contextuais se tornam. hoje, eu estive ali.








E vi a minha ilha desta forma:
















E desta (embaç0):

























Conheci hienastecnoBruxas. Conheci-me hiena.


Como eu diria, tão cheio de metáforas e de superfícies moduláveis.


Tecno




terça-feira, 26 de maio de 2009

Processo Criativo

Eu gostaria de falar como homem maduro, de 30 anos que tenho, sério talvez desta coisa. É fácil reverter de poesia ou metáforas as angústias e ternuras do estágio inicial de uma obra. A narrativa que se constrói a partir de uma idéia e se desenrola no decorrer do dia-a-dia conectando-se a ela, mas por meio de que o mundo parece conspirar... Olha como é fácil. Sim, como um centro convexo que draga o mundo a ver com a idéia original, traz até si os pedaços que vão se construindo. As tais coincidências, as tais lembranças também.
Fato é que hoje, depois de alguns romances escritos, tenho recorrente uma idéia a ser iniciada com vontade crescente enquanto há ainda narrativas sendo finalizadas. Dois romances sempre me pegam num ponto, enquanto finalizo um já corro ao outro e muitos dos meus textos foram escritos em paralelo de finalização e iniciação criativa.
Não queria mais assim.
Por isso, resolvei engolir aos bucados e aos poucos o tecnhobruxa, porém deixá-lo inscrito em algum lugar, localidade não do acaso, mas que eu possa recorrer como texto escrito, originário.
O traçado do processo criativo em si, eu nunca o fiz.
O reconhecimento de sentimentos e sentidos que se dão no início de uma obra é que é encantador. Outrora já foi angustiante, ansioso, precipitado ao conto, no meu caso, hoje, com o labor de histórias longas, mais controlável (potencial de controle), mais equilibrável. Hoje, dia desta postagem, eu tive os primeiros sintonas de TecnhoBruxa, os sintomas que vem à mim, eu digo. As idéias primeiras, os primeiros traçados, como se inicia a história, estas já tive em parte. São sempre embaçadas também, ou desfocadas, eles dizem: precisam do cuidado da lapidação nisso também. Eu digo: desfoque, embaço, porque sou miope, talvez.
Daí surge conexões, quase nenhuma adversa. É um centro conexo e centrífugo e móvel também, ele se movimenta, posto que eu me movimento no mundo, e daí me movimento também em lembranças, principalmente nas solitudes.
Passo bocado de tempo com o cérebro nisso. Acho que é o tempo do fotógrafo a espera do momento: é esta foto: click!
Eu não sei.
Eu nunca fiz isso.
Um homem criativo. Um texto diário sobre a criação, primeira vez.
Vou falar muita coisa ou nada, mas não vou deixar de sussurrar vez ou outra: tecnhobruxa.