sábado, 4 de julho de 2009

olhos de bruxa

se quer ver o que vejo, tem que ter mais que bravura: porque eu, meu amigo, vi os olhos do demônio e os ceguei. (assim falou tecnobruxa)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tecnobiologia

Enquanto termino e finalizo o 2008, tecnobruxa me invade aos poucos, como uma neblina talvez, insentida, sem muita temperatura, que sai por vezes por debaixo de mim: é de mim que ela vem e comigo ela vai, por onde corro até a casa. Espera que eu conclua o meu tempo anterior e arrasta as referências essenciais do que será.

Está porvir: esta é a mágica não-aleatória das idéias que se construirão em um texto narrativo. Ou semi-narrativo, já que a pretensão é o diálogo intenso entre prosa, poesia e discurso atemporal.

O nível que se espera de uma obra assim: talvez seja o nível dessa névoa. Circunstante, com certa opacidade, embaçando olhos ou retirando restículos dos ciscos que ainda fixam na memória.

Escrever como arte não terapêutica ainda assim é algo pesado sobre a carcaça de ossos. É uma prática muitas vezes incoerente com a realidade circundante de um corpo que, a priori, deveria ser apenas biológico.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Criação da narrativa

se quer ver o que vejo, tem que
ter mais que bravura: porque eu, meu amigo, vi os olhos do demônio e os ceguei. (assim falou tecnobruxa)

O tecnoBruxa encendeia a cadeia de horrores virtuais em que me perco: por um pouco.
Aos poucos vou desenhando esse universo de referencias e a construção da narrativa vai-se tornando clara.
A história se passa na Ilha ao Lado. E na Ilha ao Lado estão as "vagas" em que se insere o vento e o desperdício (ou acúmulo): neste lugar sólido de caminhos incertos está a personagem levantada. É a sua iniciação.
A princípio não teme nada até que sua trajetória se revela como caça aos documentos e invasão: ela invade os ritos e as mitologias, torna-se iconoclasta e tem três missões: gerar, aniquilar e defender.
Desta vez a Ilha ao Lado durará para sempre, porque encontrou a estrada atingida da humanidade de um século vinte um em que: transhistórica também se lança ao mar das infinitas possibilidades que fincarão o futuro de uma cultura, esta sim, insólita.