quarta-feira, 27 de maio de 2009

captação










quando o mundo converge, então é o móvel que puxa até ti a informação contingente. imagens, eventos, pessoas começam a fazer parte do novo processo, de repente: estão ali, aquilo foi programado para outra coisa, servindo ao autor, servindo ainda ao autor. destino de obra em processo.





requer, quando da súbita consciência: estou aqui. A captação. A retensão o cuidado em observar ainda mais, instigar talvez, olhar desvio. foco de míope, talvez. tirar fotos. primeira vez que faço. contigente é o lugar onde estou: tecnobruxa, começa a existir. seu contexto inteiro a partir de telas virtuais, mais ainda, plásticas... feitas referencialmente de artistas contemporâneos a mim. é para onde a idéia se desloca o espaço universal de tecno bruxa, como a Praia de Edmilson Vasconcelos situado na Ilha ao Lado, nomes dados, surgidos e vividos. referenciais. contextuais se tornam. hoje, eu estive ali.








E vi a minha ilha desta forma:
















E desta (embaç0):

























Conheci hienastecnoBruxas. Conheci-me hiena.


Como eu diria, tão cheio de metáforas e de superfícies moduláveis.


Tecno




terça-feira, 26 de maio de 2009

Processo Criativo

Eu gostaria de falar como homem maduro, de 30 anos que tenho, sério talvez desta coisa. É fácil reverter de poesia ou metáforas as angústias e ternuras do estágio inicial de uma obra. A narrativa que se constrói a partir de uma idéia e se desenrola no decorrer do dia-a-dia conectando-se a ela, mas por meio de que o mundo parece conspirar... Olha como é fácil. Sim, como um centro convexo que draga o mundo a ver com a idéia original, traz até si os pedaços que vão se construindo. As tais coincidências, as tais lembranças também.
Fato é que hoje, depois de alguns romances escritos, tenho recorrente uma idéia a ser iniciada com vontade crescente enquanto há ainda narrativas sendo finalizadas. Dois romances sempre me pegam num ponto, enquanto finalizo um já corro ao outro e muitos dos meus textos foram escritos em paralelo de finalização e iniciação criativa.
Não queria mais assim.
Por isso, resolvei engolir aos bucados e aos poucos o tecnhobruxa, porém deixá-lo inscrito em algum lugar, localidade não do acaso, mas que eu possa recorrer como texto escrito, originário.
O traçado do processo criativo em si, eu nunca o fiz.
O reconhecimento de sentimentos e sentidos que se dão no início de uma obra é que é encantador. Outrora já foi angustiante, ansioso, precipitado ao conto, no meu caso, hoje, com o labor de histórias longas, mais controlável (potencial de controle), mais equilibrável. Hoje, dia desta postagem, eu tive os primeiros sintonas de TecnhoBruxa, os sintomas que vem à mim, eu digo. As idéias primeiras, os primeiros traçados, como se inicia a história, estas já tive em parte. São sempre embaçadas também, ou desfocadas, eles dizem: precisam do cuidado da lapidação nisso também. Eu digo: desfoque, embaço, porque sou miope, talvez.
Daí surge conexões, quase nenhuma adversa. É um centro conexo e centrífugo e móvel também, ele se movimenta, posto que eu me movimento no mundo, e daí me movimento também em lembranças, principalmente nas solitudes.
Passo bocado de tempo com o cérebro nisso. Acho que é o tempo do fotógrafo a espera do momento: é esta foto: click!
Eu não sei.
Eu nunca fiz isso.
Um homem criativo. Um texto diário sobre a criação, primeira vez.
Vou falar muita coisa ou nada, mas não vou deixar de sussurrar vez ou outra: tecnhobruxa.